Aliança Municipal Espírita: 65 anos

Área de Comunicação Social Espírita, AME/JF

A Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora (AME/JF) completa 65 anos de existência em 2024. Em reconhecimento e agradecimento aos importantes trabalhos desenvolvidos por companheiros que aqui passaram, deixando sua parcela de contribuição amorosa, de entrega pessoal, em prol da divulgação da Doutrina Espírita e o Evangelho de Jesus, retomamos trechos de um artigo publicado na revista O Médium, de dezembro de 1959, onde o saudoso companheiro Edson Mega rememora esse momento histórico.

Intitulado como “uma notícia auspiciosa”, Edson Mega nos traz a conhecimento informações do III Congresso Espírita Mineiro, ocorrido em 22, 23 e 24 de junho de 1958, onde, em reunião com confrades componentes da União Espírita Mineira (UEM), estruturavam-se novas bases para o trabalho junto ao movimento espírita.

Este congresso tornou-se um marco importante para a estrutura do trabalho espírita de Minas e nossa região, como parte integrante e atuante, também acolheu a nova organização.

Como desdobramento, ocorreu a transformação da “União Espírita de Juiz de Fora” em “Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora” (AME), em 08 de dezembro de 1959, com reformas de seus estatutos para atender às novas propostas.” (1) que, como órgãoexecutivo, acolhe e promove as deliberações dos Conselhos Espíritas Municipais.

Além da proposta da sigla AME, foi também apresentada a sigla COFEMG para o Conselho Federativo Espírita de Minas Gerais, com funções de integrar, divulgar, difundir, dinamizar, deliberar, compor normas e orientar, de forma democrática, o trabalho de união e unificação do Movimento Espírita em nosso estado, por meio do intercâmbio solidário e harmônico entre as instituições que o compõem.

Os Conselhos Regionais Espíritas, criados neste III congresso, passaram a utilizar a sigla CRE, ficando também escolhidas as suas respectivas cidades sedes. No ano de sua criação (1959), compunham o COFEMG 14 conselhos regionais. Hoje congregamos 28 CREs e previsão para a criação 29º. (2)

A AME/JF, sede do 7ºCRE, reunida ao 8ºCRE (Caminho Novo) e 21º (Viçosa), compõe a Regional Zona da Mata-Sul. Nesta ocasião deliberou-se também que os presidentes das AMEs das cidades sedes, ocupariam os cargos de presidentes dos CREs e representando o Conselho Regional nas reuniões do COFEMG, em Belo Horizonte, na sede da UEM.

Juiz de Fora ficou assim instituída como a cidade sede e, juntamente com as cidades de Além Paraíba, Astolfo Dutra, Bicas, Cataguases, Leopoldina, Muriaé e Ubá, compõe o 7º Conselho Regional Espírita. O 7ºCRE reuni-se quatro vezes ao ano, em sistema rotativo pelas cidades componentes. Participam dessas reuniões os presidentes das AMEs, seus diretores e grupos de trabalho, que, reunidos por áreas, deliberam sobre os diversos assuntos concernentes ao Movimento Espírita, tais como: o apoio e orientação aos trabalhos das AMEs e a formação continuada do trabalhador espírita. (3)

Atendendo às deliberações coletivas tomadas por ocasião do III Congresso Espírita Mineiro (junho de 1958), a “Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora, teve ampliado o seu conselho deliberativo, agora denominado Conselho Espírita Municipal, que usará a sigla CEM. Comporão o CEM os presidentes das entidades filiadas à AME local e mais 2 representantes indicados pelas ditas.” (1)

Em seu artigo, demonstrando alegria e entusiasmo pelas boas novas, Edson Mega assim nos diz:

Queremos lembrar-lhe ainda, – estimado leitor, que essas diretrizes estão perfeitamente integradas ao Pacto Áureo (4), (…), nos artigos números 33 e 34 de “preceitos gerais pró unificação do espiritismo nacional”, editado pela federação espírita brasileira de 1953, rezando assim que o número 34: “nos estados muito populosos poderão ser criados “conselhos regionais”, desde que a sociedade de âmbito estadual assim julgue necessário”. Finalmente, temos para nós, que tais diretrizes são como floradas de Esperança na nova organização federativa do espiritismo do estado de Minas Gerais.” (1)

Assim se deu:

Com o surgimento da AME/JF, houve a renovação e a ampliação dos trabalhos, acarretando, com a nova estrutura organizacional, a necessária instalação e implementação de novos departamentos e serviços. Vários órgãos foram criados, outros alterados ou aperfeiçoados, de acordo com as necessidades. Desse modo, ao longo dos decênios, a Aliança, em suas diversas diretorias, desenvolveu e desenvolve extensivo trabalho de atendimento às casas espíritas de Juiz de Fora e região, em mútua colaboração, sem, entretanto, ferir a autonomia das mesmas, incentivando, apoiando, divulgando ou coparticipando dos eventos nelas realizados, apoiados nos princípios doutrinários estabelecidos pela Doutrina Espírita.” (5)

Em 2023, para maior integração ao Movimento Espírita Brasileiro, com aprovação do novo estatuto da AME/JF pelo Conselho Municipal Espírita, os denominados departamentos transformaram-se em áreas, acompanhando a nomenclatura adotada pela União Espírita Mineira e Federação Espírita Brasileira.

A AME/JF, por meio de seus trabalhadores, oriundos das associadas que a constituem, tem cumprido, sob a proteção do Alto, a sua bela tarefa de UNIÃO dos espíritas e de UNIFICAÇÃO do Movimento Espírita da cidade e da região, resguardando a unidade e a pureza doutrinárias, conforme recomenda Allan Kardec.” (5)

Gratos somos todos pelas bases sólidas em que se assentou essa obra!

Felizes somos por poder contribuir com nossas parcelas de trabalho!

Fortalecidos, nos colocamos perante as muitas “notícias alvissareiras” que ainda hão de vir!

Reafirmando o compromisso assumido por todos nós, vamos ao nosso Codificador:

Uma sociedade, onde aqueles sentimentos se achassem partilhados por todos, onde os seus componentes se reunissem com o propósito de se instruírem pelos ensinos dos Espíritos e não na expectativa de presenciarem coisas mais ou menos interessantes, ou para fazer cada um que a sua opinião prevaleça, seria não só viável, mas também indissolúvel. (…). Esses grupos, correspondendo-se entre si, visitando-se, permutando observações, podem, desde já, formar o núcleo da grande família espírita, que um dia consorciará todas as opiniões e unirá os homens por um único sentimento: o da fraternidade, trazendo o cunho da caridade cristã.” (6)

De dezembro de 1959 a janeiro de 1962, AME/JF, funcionou no segundo andar do prédio a esquerda (Avenida Getúlio Vargas, 249) e, a partir de 1962, a AME passou a ocupar à Rua Espírito Santo, 650, seu atual endereço.

* Para conhecer mais sobre o Movimento Espírita, sua estruturação e abrangências consulte: https://www.uemmg.org.br/sites/default/files/public/download/arquivo/cartilha_movimento_espirita.pdf

Referências:

(1) Revista O Médium, dezembro de 1959 – https://drive.google.com/file/d/1rE7hIL8HXW-mPkV-A0vVSlQV3miLHEKJ/view – Acesso em out de 2024
(2) https://www.uemmg.org.br/cofemg/mapas/lista-cres – Acesso em out de 2024
(3)https://amejf.org.br/cre/ – Acesso em out de 2024
(4) https://febnet.org.br/febtvsite/pacto_aureo/ – Acesso em out de 2024
(5) Lopes, Henderson Marques, Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora – Uma história de União e de Unificação (1939-2019), 1ªed.fev.2020 e https://amejf.org.br/sobre-a-ame / acesso em out de 2024
(6) Kardec, Allan – O Livro dos Médiuns, cap.29, item 33 – 70ªed – FEB editora

Você pode gostar...

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *